Carregando...

Por que a diversidade e a inclusão são as estratégias mais inteligentes para a marca empregadora

Por Laura Salles, Fundadora e CEO da PlurieBR

Por que a diversidade e a inclusão são as estratégias mais inteligentes para a marca empregadora Tenda, iniciado em 2021. A decisão da empresa partiu de uma visão de enxergar na crise humanitária, como a venezuelana, não apenas uma urgência social, mas uma oportunidade genuína de alinhar a responsabilidade humana com a necessidade de mão de obra qualificada na construção civil.

O processo estruturado da Tenda e os desafios da inclusão

Transformar barreiras culturais em uma vantagem competitiva exige um processo organizado. A Tenda, ao implementar seu programa, optou por não ignorar as questões sobre barreiras de idioma e ritos culturais, enfrentando-as com uma transformação cultural deliberada.

Recentemente, conversamos com a diretora de Gente e Gestão da Tenda, Cristina Caresia, e ela explicou a abordagem inicial da construtora diante das inquietações internas:

“Preocupações legítimas com barreiras de idioma, diferenças culturais e complexidades operacionais levantavam questionamentos reais nos canteiros de obra. Mas a Tenda não ignorou essas inquietações. Ao contrário: as enfrentou de frente. Não diria que houve resistência dos colaboradores, mas um pouco de desconfiança em função de serem pessoas que não falam a mesma língua e o que isso poderia trazer de complexidades no dia-a-dia. Diante disso, no início do projeto, nos dedicamos a sensibilizar nossa equipe e trazer o contexto a todos os colaboradores, o que se mostrou uma estratégia acertada.”

O suporte da Tenda foi crucial, envolvendo a tradução de documentos, o uso de aplicativos e o apoio de ONGs parceiras, garantindo que a inclusão fosse baseada em processos estruturados e não em meras boas intenções. Em nosso papo, Cristina reforçou a necessidade de apoio externo para superar os obstáculos inerentes a um programa de inclusão:

“Em nenhum momento pensamos em desistir. Iniciamos o programa cientes de que teríamos desafios e estávamos dispostos a enfrentar, desde que não tirassem a sustentabilidade do Programa. Os maiores desafios encontrados foram comunicação (falta de compreensão de algumas palavras e expressões que podem gerar conflitos) e diferenças culturais (questões religiosas, alimentação, ritos culturais). E aqui, o apoio de instituições como o Fórum de Empresas com Refugiados e ONGs parceiras se mostrou fundamental”, explicou a diretora de Gente e Gestão.

Acredito que esse é o ponto-chave da Tenda: demonstrar que a cultura inclusiva verdadeira vai além de políticas no papel.

Os benefícios de uma cultura inclusiva e o legado da DEI

A cultura inclusiva é o alicerce para uma vantagem competitiva sustentável, com reflexos diretos na performance e na saúde financeira do negócio. Empresas com culturas que abraçam a diversidade colhem resultados inegáveis. Estudos demonstram que organizações com culturas verdadeiramente inclusivas são 83% mais inovadoras, um indicador de que a pluralidade de perspectivas e experiências leva a soluções mais criativas e eficazes para os desafios do mercado. Além disso, a diversidade étnico-racial torna as empresas 33% mais propensas a superar seus concorrentes financeiramente. Isso mostra que a diversidade é um imperativo de negócios, e não apenas uma pauta social.

O sucesso de um programa de DEI precisa ser traduzido em métricas que demonstrem o retorno sobre o investimento. No caso da Tenda, por exemplo, o resultado mais notável é que a rotatividade de imigrantes é 32% menor que a de brasileiros. Este é um indicador profundo de engajamento e motivação, refletindo o desejo desses profissionais de seguirem carreira. Programas estruturados, como o da Tenda, provam que é possível conciliar o impacto social positivo com a busca por resultados operacionais robustos, beneficiando colaboradores e a sociedade como um todo.

Por meio do case de sucesso apresentado neste artigo, o meu objetivo foi dar visibilidade a um negócio que deu certo, mostrando a importância da cultura inclusiva na jornada empresarial, na vida dos colaboradores e para a comunidade impactada. Sendo assim, podemos incentivar outras empresas a seguirem o caminho da Diversidade e Inclusão.

Sem sombra de dúvidas, a DEI, quando enraizada na cultura e mensurada com rigor, torna as empresas mais inovadoras, mais rentáveis e significativamente mais atrativas para o talento. Investir em inclusão é indispensável para qualquer organização que almeje crescimento e uma reputação sólida no longo prazo, sendo uma estratégia que garante não apenas a permanência no mercado, mas a liderança de um futuro mais equitativo.

Compartilhe nas redes:

Boletim por E-mail

GZM NEWS

Cadastre seu e-mail e receba nossos informativos e promoções.

publicidade

Recentes da GZM

Mais sessões