A paisagem urbana de Curitiba acaba de ganhar um novo marco. O OÁS alcançou o 50º andar e atingiu 149 metros de altura, consolidando-se como o edifício mais alto da capital paranaense. Quando concluído, o empreendimento chegará a 179 metros — quase quatro vezes a altura do Cristo Redentor — e passará a ocupar posição de destaque no skyline da cidade.
O avanço estrutural representa um desafio técnico crescente. “Os riscos e impactos de qualquer não conformidade se tornam exponencialmente maiores à medida que a obra ganha altura”, explica Maurício Fassina, diretor de operações da GT Building. A logística de materiais, o monitoramento de segurança e os protocolos de conformidade tornam-se cada vez mais rigorosos conforme a torre se eleva.
O ritmo da obra impressiona: em três anos e quatro meses, a estrutura chegou ao 50º pavimento dentro do prazo previsto. Enquanto isso, os serviços de acabamento já avançam até o 24º andar, incluindo a instalação da fachada ventilada. Na prática, o andamento equivale à execução simultânea de dois edifícios de aproximadamente 25 andares.
Com mais de 30 mil m² de área construída, o canteiro reúne cerca de 150 profissionais diariamente, além de equipes administrativas e técnicas. Até aqui, foram utilizados 11.531 m³ de concreto — o equivalente a 1.441 caminhões-betoneira — e 1.469 toneladas de aço, comparáveis ao peso de mais de mil automóveis de passeio.
A obra também se destaca pelo uso de tecnologia avançada, segundo informações da empresa. Estudos em túnel de vento foram realizados ainda na fase de projeto, e gruas especiais, sistemas de proteção coletiva e monitoramento da velocidade do vento garantem segurança em altura.
O marco do 50º pavimento reforça o movimento de verticalização de Curitiba, especialmente no bairro Bigorrilho, que se consolida como eixo de novos empreendimentos. Entre os próximos passos estão a conclusão da fachada até o 25º pavimento, o avanço das áreas comerciais e a execução da cobertura com o pináculo que levará o edifício aos 179 metros.
A previsão de entrega é para junho de 2027 com o empreendimento posicionando o OÁS como símbolo da nova fase de verticalização e modernização da capital paranaense.
