Maturidade como narrativa na Mostra Artefacto 2026

Imagem do ambiente projetado por Patricia Penna Arquitetura & Design para a Mostra Artefacto 2026.
Exposição celebra 50 anos da marca com o tema “Maturidade”, reunindo arquitetura, design e arte em ambientes que exaltam o autoconhecimento e a atemporalidade

Meio século de história não se celebra apenas com números, mas com símbolos, memórias e novas perspectivas. Foi exatamente esse espírito que norteou a Mostra Artefacto 2026, inaugurada neste mês de março e que traz um tema bastante reflexivo: Maturidade — um título que, mais que um conceito, tornou-se fio condutor para os ambientes criados por renomados profissionais convidados.

Entre eles, a arquiteta Patricia Penna, que assina sua 17ª participação no evento, e que trouxe uma leitura singular: maturidade como autoconhecimento. “Conforme experienciamos as situações ao longo do tempo, somos levados a nos conhecer melhor e encontrar a maneira que devemos viver para sermos mais felizes”, reflete. Sua proposta traduz essa ideia em um espaço elegante e simples, onde cada detalhe é pensado para resistir ao tempo e às tendências.

Ambientes que contam histórias

Para se ter uma ideia do que se ver na mostra deste ano, o projeto de Patricia, que ocupa 110m², se organiza em living, jantar, bar e lounge de estar, com a sala de jantar misturando mesa e cadeiras de design moderno com um icônico lustre de cristal de rocha, evocando os anos 1960 e 1970, o bar e lounge circular delimitados por pilares que funcionam como biombos e uma iluminação indireta e intimista, reforçando a atmosfera acolhedora para, também, valorizar os materiais escolhidos.

Materiais que atravessam o tempo

A maturidade presente no título e no conceito, também se revela nos materiais resistentes e considerados como “atemporais”. São boiseries de madeira com marchetaria, painéis curvos com interseções metálicas, lustre de cristal de rocha combinado com pedras translúcidas de ônix e aparador em “Quartzo Cristallo” retroiluminado. Esses elementos criam um cenário considerado cinematográfico, onde cada textura e brilho remete à longevidade.

Mobiliário como narrativa

Para contar a história da marca e do design brasileiro, alguns mobiliários da Artefacto foram escolhidos a dedo: o sofá São Paulo, clássico e atemporal, sofás e poltronas da linha Carrie e cadeiras com referências ao art nouveau.

Patricia destaca que o espaço foi pensado para promover conversas e convivência prolongada, transformando o estar em um recanto de bem-estar.

Arte como memória viva

Mas nenhuma narrativa de maturidade estaria completa sem a arte. A curadoria inclui nomes como Candido Portinari, Eleonore Koch, Amílcar de Castro, Hércules Barsotti, Victor Brecheret e Marlene Almeida, em parceria com a Galeria Almeida & Dale. As obras ocupam pontos estratégicos, permitindo uma experiência 360° e reforçando a ideia de que maturidade é também reconhecer o valor da cultura que atravessa gerações.

Mais do que um showroom, o que o espaço de Patricia Penna busca é uma declaração tridimensional de maturidade: arquitetura, arte e mobiliário se entrelaçam para afirmar a essência e celebrar o autoconhecimento. A Mostra Artefacto 2026, assim, busca não apenas celebrar os 50 anos da marca, mas também convidar o público a refletir sobre o que permanece, o que evolui e o que realmente importa ao longo do tempo.

Se pensarmos bem, maturidade é isso: não se trata de envelhecer, mas de aprender a escolher o que fica. E a Mostra nos lembra que, no design e na vida, o que é essencial nunca sai de moda.

Patricia Penna, arquiteta: “A palavra que melhor define maturidade para mim é autoconhecimento, pois conforme experienciamos as situações ao longo do tempo, somos levados a nos conhecer melhor e encontrar a maneira que devemos viver para sermos mais felizes

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