A Dengo, empresa brasileira reconhecida por sua atuação na cadeia do cacau e compromisso com práticas sustentáveis, foi premiada na COP30 com o Sustainable Business Award, concedido a iniciativas que promovem inovação e impacto socioambiental. O reconhecimento internacional foi anunciado em Belém (PA), sede da conferência climática, e destacou o projeto “Créditos para a Terra” entre 70 propostas de mais de 20 países.
Desenvolvido em parceria com ReSeed, Ecam, Impact Not a Bank e Global Forest Bond/KPMG, o projeto remunera produtores de cacau pelos serviços ambientais gerados em sistemas agroflorestais, conciliando produção agrícola com preservação da Mata Atlântica. A iniciativa já envolve mais de 100 famílias no sul da Bahia, em uma área de 2.800 hectares, com previsão de expansão para 3 mil produtores e 75 mil hectares até 2028.
“A nossa expectativa é evitar cerca de 10 milhões de toneladas de CO₂ em 20 anos, ampliar a cobertura florestal e gerar benefícios diretos à biodiversidade e aos serviços ecossistêmicos da Mata Atlântica”, afirma Vasco van Roosmalen, CEO da ReSeed.
O modelo adotado pelo projeto combina tecnologia, ciência e conhecimento tradicional, com rastreamento e dados auditáveis sobre o carbono estocado no solo. A proposta é considerada um exemplo de como a valorização do agricultor familiar pode ser integrada à conservação ambiental, fortalecendo economias locais e criando um novo padrão de negócios sustentáveis.
“Ser reconhecida em um fórum global como a COP30 reforça o papel da Dengo como uma marca brasileira que lidera o movimento por um futuro mais sustentável”, afirma Cíntia Moreira, CEO da Dengo. “O projeto mostra que é possível gerar impacto positivo unindo inovação, valorização do produtor e conservação da floresta. Queremos inspirar o mundo a olhar para o Brasil como um exemplo de soluções que conciliam prosperidade e preservação.”
A conquista do Sustainable Business Award consolida a Dengo como uma das principais referências globais em ESG, com atuação que une responsabilidade ambiental, inclusão produtiva e inovação na indústria do cacau. O reconhecimento também reforça o papel do Brasil como protagonista na construção de modelos econômicos regenerativos, especialmente em regiões de alta relevância ecológica como a Mata Atlântica.
O projeto “Créditos para a Terra” será apresentado em estandes e painéis durante a COP30, com destaque para sua capacidade de gerar renda adicional para produtores, promover a conservação de florestas nativas e contribuir para metas globais de descarbonização. A iniciativa também dialoga com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, especialmente nas áreas de ação climática, vida terrestre e trabalho decente.