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Capital social é o ativo invisível que pode superar o investimento financeiro

Koenigkan também preside a rede Mercado & Opinião, dedicada ao networking corporativo de alto impacto.
Marcos Koenigkan é empresário e investidor com atuação em setores como real estate, crédito corporativo e inovação em serviços. É fundador do Boutique de Crédito MEO Bank e está à frente de negócios como o Catálogo das Artes, a LK Engenharia e o grupo Show Self Storage

Empreendo desde meus 17 anos e, no mundo dos negócios, sempre vi pessoas falarem de capital como sinônimo de dinheiro. É óbvio que tem a ver, mas é importante ressaltar que há um tipo de capital que não aparece no balanço contábil de nenhuma empresa, mas que, em muitas situações, decide o jogo: conexões e inteligência de rede.

Ao longo da minha trajetória, vi empresas com aportes milionários sucumbirem por não conseguirem abrir as portas certas. Ao mesmo tempo, testemunhei empreendedores com recursos limitados fecharem contratos estratégicos apenas por contarem com a credibilidade construída em sua rede de relacionamentos… o tão sonhado network de qualidade.

A isso denominamos o poder do capital social — e ele não se constrói com a velocidade de um depósito bancário, muito menos um pix. É fruto de anos de interações consistentes, de reputação bem cuidada e de uma postura de gerar valor antes de cobrar retorno.

Em uma ocasião, precisei viabilizar uma parceria estratégica com uma grande empresa. O prazo era apertado e não havia orçamento para contratar intermediários. O que resolveu? Um telefonema para alguém que conhecia meu trabalho há anos. Essa pessoa não apenas abriu a porta, como endossou a proposta internamente. Nenhum fundo de investimento teria comprado aquela ideia sem um ‘empurrãozinho’ que inspirasse a confiança necessária.

A inteligência de rede — saber quem pode ajudar, quando e como — é outra peça-chave. Não basta “conhecer muita gente”; é preciso mapear interesses, entender afinidades e ter o timing para fazer uma introdução que gere valor para todos os lados. É um ativo vivo, que exige manutenção constante. E é disso que trata o grupo Mercado & Opinião, desde seu nascimento.

É claro que o capital financeiro é essencial. Ele garante fôlego, escala e competitividade. Mas, sem o social, ele corre o risco de ser mal direcionado. Em contrapartida, conexões sólidas podem, muitas vezes, compensar a falta temporária de recursos e abrir espaço para que o dinheiro chegue em condições mais favoráveis.

Na era da hiperconexão, talvez o grande diferencial competitivo não esteja em quem levanta mais rodadas de investimento, mas em quem constrói relações duradouras e de confiança genuína, com resultados duradouros e rentáveis. No final das contas, há oportunidades que nem todo dinheiro do mundo consegue comprar — mas que uma boa rede pode entregar. Relações superam números. Isso eu garanto.

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