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Crédito ainda apertado para PME’s às vésperas do Copom

Por Marcio Y. Shimada professor de pós-graduação de Finanças na Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI)

Nos aproximamos de mais uma reunião do COPOM e, novamente, sem novidades quanto ao resultado esperado de manutenção da taxa em 15% ao ano por um período significativo de tempo. Isso até a inflação ser realmente domada para algo próximo ao centro da meta, a respeito da pequena melhora nos preços dos últimos meses.

No quadro fiscal, não vemos melhora, ainda mais às vésperas de um ano eleitoral que faz com que qualquer governo, independentemente do seu matiz ideológico, sempre gaste mais. No quadro externo, em termos de política monetária, o cenário ficou mais difícil com o “forte sentimento” de pausa (no corte de juros) deixado pela entrevista de Jerome Powell na última decisão do FOMC sobre os juros, fincando um leve teor contracionista no ar.

Se olharmos para as taxas futuras do CDI abaixo , podemos ver que o curto prazo continua com manutenção de juros até o primeiro tri de 2026, se compararmos as expectativas entre 18/09(última reunião do COPOM) e ontem (03/11), houve melhoras nas expectativas  por distensões geopolíticas e inflacionárias evidenciadas pela queda nos prazos  seis meses e cinco anos , depois disso  as taxas voltaram a subir – seja por prêmio de tempo , expectativas desafiadoras de orçamento, riscos políticos, e fatores externos. 

Assim, o cenário de financiamento de recursos permanece conturbado para as médias e pequenas empresas, sufocadas no curto prazo pela dúvida do próprio COPOM: “se a manutenção do nível corrente de juros por período bastante prolongado é suficiente para assegurar a convergência da inflação à meta”.

E, no longo prazo, as oportunidades de financiamento no mercado de capitais já enfrentam a concorrência feroz de taxas reais (gráfico NTN-B2035), oferecidas por títulos públicos (menos arriscados) de inflação, que, apesar de uma recente queda de prêmio, continuam superiores aos níveis da última reunião do Copom. Os recentes escândalos de emissões corporativas só pioram o quadro.

Fica a expectativa de que alguma pequena alteração no comunicado do COPOM, a retirada de um “bastante prolongado” para apenas “prolongado”, talvez traga alguma baixa nas expectativas de juros aliviando levemente o crédito corporativo de curto prazo, desde que não desancore a confiança do mercado no trabalho vigilante do Banco Central.

Fontes tabelas: Dados da tabela de juros futuros, B3, Taxa da NTB-b , Tesouro Direto.

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