Segundo artigo da Havard Business Review, sentimentos bons dentre se sentir satisfeito com a realidade do dia-a-dia profissional são potencializados pela qualidade das relações interpessoais, senso de utilidade e de pertencimento e autonomia, importando pouco o que você faz e o cargo que ocupa.
Estar onde há equilíbrio em vários níveis e propósitos convergentes mantém a harmonia íntima nas funções orgânicas, psicológicas e mentais, mesmo quando pessoas que não se relacionam nem se conhecem fora do ambiente de trabalho, nele convivem.
Buscar felicidade em ambientes profissionais que foram estruturados por quem nem está nele merece uma reflexão: empresas com mentalidade apontada para o bem-estar dos seus profissionais, investe no Ser Humano que renderá resultados não pelo que sabem fazer, mas pelo prazer que fazer parte do time significa. Procure essas empresas. Pesquise par encontrar esses gestores.
Nas conversar de happy hour ou nas mesas de trocas de ideias, coloque este tipo de tema na pauta. Salário e benefícios têm peso, mas usar o dinheiro que receber em troca do seu trabalho de qualidade para custear tratamentos e terapias para remediar relacionamentos doentios em ambientes desestruturados é insano.
Se você trabalha em ambientes fechados, sente um tipo de pressão e percebe isso nos colegas sentados bem ao lado. A pressão parece aumentar. Se você trabalha em ambientes abertos e em movimentos constantes, muitas vezes, isolado apesar de estranhos estarem sempre ao redor, sente um tipo de pressão que te cobra incessantemente: só depende de você e, se este com dúvida, se vira!
Ambientes estruturados com simplicidade ou requinte influenciam sua vida sem pedir licença e eles, os ambientes, não têm vida própria, mas você é um ambiente completo em si mesmo, cujos cômodos têm funções específicas interagindo constantemente, exatamente da mesma forma de as áreas de competência das empresas. Você é um ambiente vivendo lado a lado com inúmeros outros, conhecidos ou não, e cada um num momento íntimo particular: um mais alegre do que outros, um com cólica e outros ansiosos, uns preocupados com o que aconteceu e outros preocupados com o que vai acontecer… convivendo no mesmo ambiente físico no mesmo momento.
Estas são as realidades numa mesma realidade conjunta perseguindo metas e recompensas pré-fixadas ou variada no final do mês.
Quer saber se a felicidade no trabalho é uma recompensa a ser conquistada pelo trabalho desenvolvido ou é um segredo na forma de interpretar a experiência de trabalhar?
Aqui tem 3 dicas para você desconstruir coisas antigas e construir a Felicidade dentro de si a partir de agora!
1. Comunicação promove relacionamentos e vice-versa
Um não existe sem o outro. É básico, mas poucos se dão conta. O segredo de sucesso da boa comunicação não está na excelente emissão nem na qualidade da própria mensagem. Se o receptor não entendeu e compreendeu o objeto comunicado, a comunicação falhou e, consequentemente, o relacionamento estremeceu (seja ele do tipo que for). Emissão acontece em vários idiomas, volumes, tons e timbres, através do corpo (que fala), do silêncio e do olhar. Emissão acontece através da ausência. Já a mensagem pode ser estruturada ou transmitida num aperto de mãos, num abraço. E a recepção corrige eventuais falhas quando o relacionamento tiver o objetivo de evoluir na direção do sucesso. Eis o segredo!
2. Interação promove a inclusão da letra “G”
Quando existem ambientes humanos interagindo, presencialmente ou não, alternando escuta e emissão com respeito e atenção, fica claro o desejo de ir além do saber. Estamos diante da oportunidade do conhecer. Nesse ambiente físico onde ambientes humanos convivem, vemos a inclusão da letra “G” transformando interação em integração e tudo que é integrado sugere força e propõe movimentos felizes.
3. Trabalho promovendo oportunidades para vida
Se o trabalho dignifica o Ser Humano, então precisamos revisitar o conceito de trabalho. Ele, o trabalho, não é uma simples obrigação. Um meio para subsistir e pagar as contas. Trabalho é a construção das histórias que cada um de nós é. Desde crianças, todos trabalhamos. Nessa fase, ensaiando os primeiros passos, caindo e levantando, com joelho arranhado e com vergonha por ter fracassado até aprendermos a andar e, então, correr e vencer. Adolescentes vão para a escola trabalhar suas mentes na conquista de sabedoria que se transformará em conhecimento quando o trabalho for prático. Adolescentes são ávidos por desafios que dão muito trabalho e deixam pais e mães muito felizes com a projeção dessa criatura. Os jovens já buscam emprego ou desenvolver um primeiro empreendimento. Isto dá muito trabalho e, depois de todo esse trabalho, viciados em felicidade pelas conquistas e aprendizados, por ensinarem e resgarem quem precisou de ajuda, os 60+ persistem fazendo histórias, dignas de uma existência feliz.
Às vezes, temos a impressão que o complicado é que vale, enquanto que a Felicidade está no simples. Desejo que você tenha alcançado um ângulo de visão novo que te permita ampliar sua forma de pensar com um nível de consciência mais humanizado, enriquecendo seu ambiente.
Por Edson Saggiorato, business advisor e Mentor de Lideres