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Gilbarco Veeder-Root quer redefinir o posto de combustíveis na era digital

Empresa americana com mais de 60 anos de atuação no Brasil apresentou inovações tecnológicas na edição 2025 da Expocom

A Gilbarco Veeder-Root, fabricante de soluções para abastecimento baseada em Greensboro, no Estado americano da Carolina do Norte, mas que tem presença no Brasil desde 1959, marcou presença na Expocom 2025, realizada entre os dias 19 e 23 de novembro em Foz do Iguaçú, com lançamentos e uma palestra que destacou o papel da tecnologia na experiência do consumidor.

Reconhecida globalmente por buscar antecipar tendências e oferecer soluções de alta performance para abastecimento e automação de postos de combustíveis, a empresa apresentou dois destaques: uma nova bomba de abastecimento e um sistema de autopagamento.

A bomba, batizada de PHS, reúne avanços, segundo a empresa, em design, tecnologia e manutenção simplificada, “garantindo operação eficiente e confiável”. Já o sistema, batizado de FlexPay6, a empresa anunciou como “um salto na digitalização dos serviços, permitindo pagamento direto na bomba com múltiplas opções de transação”. A solução, segundo o comunicado oficial, oferece mais segurança e agilidade, reduzindo filas e otimizando o atendimento.

Palestra sobre experiência do cliente

O presidente da empresa na América Latina, Bruno Rosas, conduziu, durante o evento, a palestra “8 minutos – Tecnologia a serviço da experiência do cliente”.

Durante a apresentação, Rosas mostrou como a digitalização vem transformando a jornada do consumidor nos postos, desde a escolha do local até o momento do pagamento. Ele destacou que a integração de sistemas inteligentes e meios modernos de pagamento proporciona experiências mais fluidas, seguras e personalizadas:

“A tecnologia está verdadeiramente a serviço da experiência do cliente. Ela não apenas otimiza a operação, mas também fortalece o relacionamento entre postos e consumidores”, afirmou.

E para saber mais das novidades apresentadas, a GZM conversou com Bruno Rosas, presidente da empresa na América Latina. Confira:

GZM: Quais são as principais mudanças que a digitalização trouxe para a jornada do consumidor nos postos de combustíveis, desde a busca pelo local até o pagamento?

Bruno Rosas: A digitalização introduziu o conceito de omnichannel nos Postos de Serviço, ampliando as possibilidades de contato do cliente com o negócio, tanto no ambiente virtual quanto no físico. Isso abriu espaço para relações comerciais que vão muito além do combustível.

GZM: Como a integração de sistemas inteligentes — como apps, geolocalização e programas de fidelidade — tem impactado a experiência do cliente e a operação dos postos?

Bruno Rosas: O impacto é grande e deve crescer ainda mais com a entrada da geração Z na jornada de consumo. Hoje, os clientes têm pressa, buscam menos fricção e mais engajamento — exatamente o que essas soluções digitais oferecem.

GZM: Quais tecnologias de pagamento estão ganhando mais espaço nesse setor e por que elas são consideradas mais seguras e eficientes?

Bruno Rosas: A pandemia acelerou a adoção dos pagamentos digitais nos Postos, reduzindo de forma significativa o uso de dinheiro. O PIX assumiu protagonismo e ultrapassou cartões de crédito/débito e as digital wallets (como programas de fidelidade). Para o revendedor, isso também representa mais segurança, ao diminuir o manuseio de dinheiro e registrar quem realizou o pagamento.

Novas tecnologias já utilizadas nos EUA, União Europeia e Ásia estão sendo integradas a esse ecossistema para aprimorar a experiência do cliente, ampliar vendas cruzadas e fortalecer o brand awareness.

GZM: De que forma os dados gerados por essas interações digitais estão sendo utilizados para personalizar ofertas e melhorar o relacionamento com o consumidor?

Bruno Rosas: Os Postos de Serviço geram uma grande quantidade de dados a partir das câmeras de segurança, da loja de conveniência e da ilha de abastecimento. Quando essas informações são cruzadas com os dados de pagamento, elas se tornam uma fonte importante para entender o comportamento de compra da região.

Com apoio de IA, esses dados permitem potencializar campanhas, negociar melhor a compra de produtos e usar o espaço do Posto para publicidade — elevando o ticket médio e gerando relevância sobre tendências de consumo para o setor.

Ao levar esse conhecimento para o ambiente virtual (social media), a rede pode impulsionar e introduzir novos produtos em outras regiões onde possui Postos de Serviços.

GZM: Quais são os principais desafios para os postos que ainda não adotaram essas soluções digitais e o que você recomendaria como primeiro passo para essa transformação?

Bruno Rosas: O principal desafio é manter o negócio relevante, sair do ciclo de competição baseada apenas em preço e aumentar o ticket médio. O primeiro passo é estruturar a exposição do Posto nas mídias sociais e ter um cadastro completo e bem detalhado nos sistemas de navegação, com imagens que promovam os serviços disponíveis.

Para quem está construindo um Posto, o ideal é projetá-lo pensando nos próximos 10 anos: prever loja de conveniência, duchas, troca de óleo, centro de reparos, carga para carros elétricos, drive-thru e até co-working.

Na área de combustíveis, é importante prever a maior variedade possível de produtos por ilha de abastecimento. Mesmo que a oferta inicial seja menor, isso permite ampliar rapidamente combustíveis de maior valor agregado no futuro. Tecnologias como bomba submersa e sistemas de recuperação de vapores proporcionam uma experiência sem ruído e sem odor na ilha. Já os sistemas de pagamento — integrados ou não à bomba — ajudam nas vendas adicionais e estimulam o retorno do cliente.
Transformar os Postos em hubs de serviços é a tendência mais forte do momento.

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