A Evonik, multinacional alemã da indústria química com atuação global, inclusive no Brasil, anunciou o lançamento da Innovation Factory, unidade criada para dar mais velocidade e foco de mercado ao processo de inovação da companhia. A iniciativa sucede a Creavis e marca um reposicionamento da área de pesquisa estratégica, com a proposta de reduzir o tempo entre o desenvolvimento tecnológico e sua aplicação industrial.
Segundo Christian Eilbracht, diretor de Inovação da empresa, o objetivo é encurtar o ciclo de pesquisa para cerca de cinco anos, prazo médio para que cada programa esteja pronto para ser transferido a uma linha de negócios e seguir para produção. “A Innovation Factory é a nossa promessa de transformar pesquisa de excelência em progresso industrial tangível – tanto para nós quanto para nossos clientes”, afirmou.
O modelo combina a expertise interna da Evonik com parcerias externas, envolvendo universidades, startups e indústrias. Para Axel Kobus, responsável pela unidade, essa integração resulta em soluções mais robustas e alinhadas às demandas reais do mercado. O princípio norteador é claro: “Construir o que vem a seguir”.
Entre os focos tecnológicos estão os ramnolipídeos, biossurfactantes sustentáveis já utilizados em cosméticos e produtos de limpeza, mas com potencial para novas aplicações; os biopolímeros, que podem substituir matérias-primas fósseis; e as membranas de troca aniônica (AEM), vistas como essenciais para a futura economia do hidrogênio verde.
A Innovation Factory também fortalece a presença da Evonik em ecossistemas globais de inovação. A empresa mantém centros em Boston (EUA), voltado às Ciências da Vida; em Singapura, com foco em processos biotecnológicos; e em Xangai (China), dedicado a membranas. Esses polos ampliam o acesso a tecnologias emergentes, talentos e parcerias estratégicas.
Com a nova estrutura, a Evonik busca consolidar sua posição como uma das líderes em inovação química, acelerando o caminho entre pesquisa e mercado e contribuindo para soluções industriais mais sustentáveis e competitivas.