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Intraempreendedorismo, a nova fonte de energia da ENGIE Brasil

Caroline Dutra, Coordenadora de Inovação e Pesquisa & Desenvolvimento da ENGIE Brasil, que recebeu o prêmio junto com outras iniciativas. Divulgação ENGIE Brasil
Companhia conquista seis troféus e evidencia avanço de práticas que estimulam inovação a partir dos próprios colaboradores

A ENGIE Brasil foi uma das empresas mais reconhecidas na terceira edição do Prêmio de Intraempreendedorismo, realizado em São Paulo, ao conquistar seis troféus em diferentes categorias. A premiação, organizada pela AEVO em parceria com a Pares e a Liga de Intraempreendedores, destaca iniciativas internas que geram valor real para as organizações e para a sociedade.

A companhia ficou em terceiro lugar nas categorias Inovação de Sustentação, Inovação Aberta e Urgência Climática. Também figurou entre as dez melhores em Inovação de Transformação e em Diversidade, Equidade e Inclusão (DEI). Além disso, o engenheiro de manutenção Luciano Freitas foi selecionado entre os finalistas da categoria Protagonistas de Impacto, que reconhece profissionais que impulsionam mudanças internas e fortalecem culturas organizacionais mais colaborativas.

Segundo a empresa, os resultados refletem o amadurecimento de sua estratégia de inovação e o fortalecimento de práticas que estimulam colaboradores a propor soluções, testar ideias e transformar processos. Para Guilherme Slovinski Ferrari, diretor de Energias Renováveis e Armazenamento da ENGIE Brasil, o reconhecimento reforça a relevância da inovação como parte da cultura corporativa.

O que é intraempreendedorismo

O intraempreendedorismo é a prática pela qual colaboradores atuam como empreendedores dentro da própria organização. Em vez de apenas executar tarefas, eles identificam oportunidades, desenvolvem projetos, propõem melhorias e lideram iniciativas que podem gerar novos produtos, processos ou modelos de negócio.

Diferentemente do empreendedorismo tradicional, o intraempreendedor conta com a estrutura, os recursos e o suporte da empresa, mas precisa demonstrar capacidade de inovação, visão estratégica e habilidade para mobilizar equipes. Empresas que estimulam essa prática tendem a ganhar agilidade, competitividade e maior capacidade de adaptação a mudanças.

Premiações como a promovida pela AEVO buscam justamente reconhecer esses esforços internos, avaliando critérios como originalidade, impacto, potencial de escala e sustentabilidade financeira das iniciativas.

Inovação como pilar estratégico

A ENGIE Brasil tem histórico de investimento em inovação, segundo as informações disponibilizadas pela assessoria. Foi a primeira empresa do setor elétrico a estruturar um programa de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) nos moldes que mais tarde se tornariam obrigatórios pela legislação. Desde então, já destinou mais de R$ 250 milhões a cerca de 200 projetos, muitos deles vinculados ao Programa PDI da Aneel.

As iniciativas abrangem temas como recursos energéticos, fontes renováveis, automação, digitalização e mitigação de impactos socioambientais. Em 2024, R$ 18 milhões foram aplicados em projetos em andamento.

Além do PDI regulado, a companhia mantém o programa interno INOVE, que recebe cerca de 300 ideias por ano, e parcerias com hubs de inovação, como o LinkLab/ACATE, para promover desafios de inovação aberta. A empresa também realiza competições internas temáticas, estimulando a participação de diferentes áreas.

Reconhecimento ao ecossistema

Criado em 2023, o Prêmio de Intraempreendedorismo chega à terceira edição consolidado como uma das principais iniciativas do país dedicadas a reconhecer projetos internos de impacto. A avaliação é feita por especialistas convidados, que analisam cada case com base em critérios como impacto para o negócio, relevância social ou ambiental, replicabilidade e competências demonstradas pelas equipes.

A empresa informou que o desempenho na premiação “reforça a importância de manter estruturas que incentivem a inovação contínua e o protagonismo dos colaboradores — elementos centrais para empresas que buscam competitividade em setores em transformação, como o de energia”.

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