O balanço de 2025 da ANBIMA, divulgado ontem em uma coletiva da qual a equipe da GZM acompanhou, revela que o varejo alta renda foi o grande destaque do ano, movimentando R$ 548 bilhões, um avanço de 21,2% em relação a 2024. O segmento private também cresceu, com alta de 14,9% e volume de R$ 341 bilhões, enquanto o varejo tradicional registrou expansão de 10,3%, alcançando R$ 264 bilhões.
Apesar da expansão, o relatório aponta que o ticket médio do varejo alta renda caiu 19,8%, indicando maior pulverização dos investimentos entre diferentes produtos e contas.
Distribuição regional
- Sudeste: concentrou o maior volume financeiro, com R$ 5,7 trilhões, destacando-se pelo crescimento das ações (+R$ 80,9 bilhões).
- Sul: registrou expansão de CDBs (+R$ 50,4 bilhões) e fundos de renda fixa (+R$ 39,4 bilhões).
- Nordeste e Centro-Oeste: tiveram forte avanço em previdência e títulos isentos, reforçando a diversificação da base de investidores.
- Norte: manteve crescimento consistente em CDBs (+R$ 7,4 bilhões) e previdência (+R$ 4,6 bilhões).
Produtos em destaque
- FIDC foi o campeão de crescimento, com alta de 122,8%, atingindo R$ 51,9 bilhões.
- ETFs (+47,8%) e títulos públicos (+43,4%) também se destacaram.
- Entre as retrações, aparecem multimercados (-1,9%) e poupança (-1,1%), reforçando a migração dos investidores para alternativas mais rentáveis.
A ANBIMA também divulgou sua agenda regulatória de 2026, projetando avanços importantes para o próximo ano, como atualização das regras de suitability e qualificação do investidor, contribuições para a nova regulação de influenciadores da CVM, transparência na remuneração dos processos de distribuição e a publicação de um Guia de Inteligência Artificial para o mercado financeiro.
O relatório confirma que 2025 foi um ano de expansão e diversificação para os investimentos no Brasil, com destaque para o varejo de alta renda e para produtos como CDBs e fundos de renda fixa.
Para 2026, o foco estará em regulação, transparência e inovação tecnológica, buscando consolidar um mercado mais robusto e preparado para atender às novas demandas dos investidores.