O otimismo voltou aos mercados. Os futuros do S&P 500 apontam para ganhos recordes, impulsionados pela expectativa de que o Federal Reserve reduza os juros já em setembro. Isso, mesmo com sinais de inflação persistente e tensões comerciais crescentes.
O presidente Trump também voltou a criticar Jay Powell, o presidente do Fed, escrevendo em uma publicação que ele “precisa AGORA reduzir a taxa”. Trump ameaçou permitir que um “grande processo judicial” fosse aberto devido aos estouros de orçamento para a reforma da sede do banco central.
O secretário do Tesouro, Scott Bessent, disse em um canal de televisão americano que os números eram tão bons que o Fed “deveria estar considerando um corte de meio ponto percentual na reunião de definição de juros do mês que vem”.
O que está acontecendo?
- O relatório do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) mostrou inflação moderada nos combustíveis, mas alta preocupante no núcleo (3,1% ao ano).
- Operadores estimam 94% de chance de corte de juros no próximo mês.
- Nomura prevê dois cortes até o fim do ano; Citigroup projeta reduções até março de 2026.
- Trump reagiu com críticas ao Fed e defendeu suas tarifas, dizendo que elas “trazem dinheiro ao Tesouro”.
E as empresas?
Apesar do alívio pontual, os efeitos das tarifas continuam a pressionar o setor produtivo. As empresas enfrentam o dilema de repassar custos ou reduzir contratações. Segundo declaração publicada em nota, Bill Adams, do Comerica Bank, “os aumentos de preços serão repassados de uma forma ou de outra”.
O que esperar?
Com novas tarifas entrando em vigor e inflação ainda elevada, o Fed terá de equilibrar riscos. O mercado aposta em uma guinada dovish (reversão da taxa de juros) — e os investidores esperam que essa seja a virada que tanto aguardavam.