O mercado imobiliário brasileiro vive um momento de transformação. Com 72 milhões de domicílios permanentes, o setor se apoia em bases sólidas e vê o consórcio imobiliário despontar como uma das modalidades de aquisição mais dinâmicas. Dados recentes indicam que as adesões cresceram 294,1% nos últimos seis anos, consolidando o consórcio como alternativa de planejamento financeiro e acesso à casa própria.
Entre 2020 e 2025, o número de contemplações saltou de 50,54 mil para 93,34 mil, um avanço de 84,7%. Nesse período, os créditos concedidos ultrapassaram R$ 105 bilhões, recursos que potencialmente foram direcionados ao mercado imobiliário em moradia, negócios e investimentos.
A reforma tributária, ao simplificar impostos sobre consumo e serviços, surge como fator adicional de estabilidade. Para especialistas, o impacto direto sobre os consórcios é nulo, mas o ambiente regulatório mais previsível reduz riscos e fortalece a confiança do consumidor.
Marcelo Cruz, CEO do Grupo Referência, destaca que “o consórcio permanece exatamente como é hoje, sem incidência direta das mudanças propostas. O principal efeito está na previsibilidade, que aumenta a clareza dos projetos e a confiança do consumidor”.
O Grupo Referência, dono da marca Referência Capital, já negociou quase R$ 1 bilhão e atende mais de 2 mil clientes em 42 países. Para Cruz, o consórcio segue como uma das formas mais eficientes de acesso à casa própria, especialmente em um cenário de juros elevados. “Ele permite disciplina financeira, previsibilidade e menor exposição aos juros. Em um ambiente regulatório mais organizado, a tendência é de crescimento sustentável”, afirma.
Combinando planejamento, segurança e adaptação, o consórcio imobiliário se consolida como pilar estável para aquisição de imóveis e formação de patrimônio. Em meio às mudanças tributárias e ao fortalecimento da confiança do consumidor, o modelo se projeta como protagonista de longo prazo no mercado brasileiro.