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O que é o acordo Mercosul-EFTA e por que ele interessa às empresas brasileiras?

Acordo simboliza uma abertura comercial brasileira e pode servir de modelo para o país nas próximas negociações

O Mercosul concluiu as negociações de um acordo comercial com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA), um bloco formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. As negociações, que se estenderam por oito anos, foram finalizadas em julho de 2025 durante a 66ª Cúpula do Mercosul, em Buenos Aires.

Para o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio, Geraldo Alckmin, o acordo é um passo importante para estimular a economia e gerar emprego e renda. O governo brasileiro assumirá a presidência pro tempore do bloco pelos próximos seis meses.

Acesso a um mercado de alta renda

A EFTA, que foi criada em 1960, representa um mercado com 15 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) somado de US$ 1,4 trilhão. O acordo abre um acesso facilitado para 100% das exportações industriais do Mercosul, o que o governo brasileiro considera uma oportunidade significativa.

O interesse do Brasil no acordo se justifica pelo alto poder aquisitivo dos países-membros da EFTA. Liechtenstein é o segundo país mais rico do mundo em termos de PIB per capita, com uma renda média anual de US$ 186 mil por pessoa, enquanto a Suíça ocupa a quarta posição, com US$ 104,5 mil. Islândia e Noruega também figuram entre os países com as maiores rendas médias globais.

Oportunidades para o setor de serviços

Além dos bens industriais, o acordo também abre portas para o setor de serviços. A EFTA é o nono maior importador e exportador mundial de serviços, com importações de US$ 284 bilhões e exportações de US$ 245 bilhões em 2024, à frente de economias como Japão, Canadá e Coreia do Sul.

O acordo com a EFTA se soma a outros movimentos de comércio exterior do Mercosul, que também finalizou negociações com Singapura e União Europeia nos últimos anos. Apesar da conclusão das negociações, o acordo ainda precisa ser ratificado internamente por cada um dos países envolvidos para entrar em vigor.

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