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Por que as PMEs entram em uma década decisiva

Paulo Motta também lidera a holding The Networkers, com centralização em frentes de negócios em agenciamento artístico, inteligência comercial, experiências de alto padrão e networking corporativo
Por Paulo Motta, empresário, investidor e especialista em gestão de ativos com trajetória marcada por visão estratégica e capacidade de execução. Sócio da IMvester, atua na estruturação e operação de investimentos imobiliários com presença no Brasil, Portugal e Estados Unidos

Nos últimos anos acompanhei de perto a transformação do ecossistema de pequenas e médias empresas no Brasil. Primeiro como empreendedor investindo em startups em estágio inicial e também como conselheiro de redes de negócios e organizador de eventos que conectam founders, investidores e executivos corporativos. Essa vivência me mostrou que o ambiente de negócios está mudando com uma velocidade e profundidade que exigem adaptação constante das empresas de menor porte.

Olhando para frente vejo que os desafios se intensificam, mas as oportunidades também crescem de forma meteórica. A pandemia acelerou tendências que antes seriam percebidas apenas em uma década. A digitalização deixou de ser diferencial e se tornou condição básica de sobrevivência. Para os pequenos e médios negócios isso significa não apenas vender online, mas integrar tecnologia em toda a operação para acelerar processos, reduzir custos, melhorar o relacionamento com o cliente e automatizar processos internos. Hoje a presença digital não começa e termina em redes sociais. Integra sistemas de gestão, CRM, controle de estoque e canais de atendimento que falam entre si. Quem não internalizar essa lógica corre o risco de perder competitividade rapidamente.

Outro movimento que ganha força é a economia colaborativa entre empresas de menor porte. Vejo grupos de empresários unindo forças para compras coletivas, acesso compartilhado a serviços de logística e tecnologia e até estratégias conjuntas de marketing. Isso cria uma escala que anteriormente apenas grandes players conseguiam alcançar.

A inteligência artificial e o uso de dados também estarão cada vez mais presentes nas decisões estratégicas. Pequenos e médios negócios que hoje se apoiam em intuição serão pressionados a se apoiar em métricas reais. Para isso já existem ferramentas acessíveis que permitem mapear comportamento de cliente, precificar com mais assertividade e identificar gargalos de performance. Deixo claro que incorporar essa cultura de análise de dados será um diferencial competitivo nos próximos anos.

Financiamento e capital também passam por uma fase de mudança. O crédito tradicional continua importante, mas o surgimento de modelos alternativos de financiamento, como capital de risco para PMEs e plataformas de crowdfunding, amplia as possibilidades de crescimento. Ainda que seja necessário ter cautela, a diversificação de fontes de capital pode apoiar expansões que antes eram engessadas por limitações de crédito.

Por fim, acredito que 2026 reserva um protagonismo maior para negócios que cultivem propósito claro e impacto social. Consumidores e parceiros de negócios estão mais atentos aos valores das marcas do que em qualquer outro momento da história recente. 

O que vem aí para as pequenas e médias empresas não é uma simples continuidade do que já conhecemos. É uma grande transformação que exige novas habilidades, mentalidade aberta à inovação e disposição para colaborar. Minha experiência me diz que os empreendedores que encararem essa jornada com foco no cliente e coragem para experimentar serão os que mais se destacarão na próxima década.

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