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Quando a governança falha, o risco vira regra

Editorial da GZM de 19 de novembro de 2025 destacando o escândalo no Banco Master

A crise no Banco Master, marcada pela prisão do presidente da instituição e pelo afastamento do comando do BRB, reforça de modo contundente o debate sobre governança, riscos e transparência no sistema financeiro brasileiro. Fica claro que estruturas de governança existem para muito além do cumprimento de formalidades: controles são fundamentais, mas a verdadeira proteção reside na vigilância ativa, na independência das áreas de compliance e na disposição das lideranças em ouvir alertas, questionar decisões e agir diante de sinais de alerta.

Casos como este expõem os riscos das decisões concentradas e de uma cultura onde questionar se torna exceção, e não regra. Não basta ter regras — é preciso garantir que sejam respeitadas e que quem cuida da fiscalização tenha autonomia para intervir, inclusive barrando operações que possam colocar em risco o patrimônio dos investidores e a reputação de todo o mercado. 

O episódio do Banco Master mostra que, quando a fiscalização falha e o compliance é tratado apenas como requisito burocrático, o resultado final são prejuízos para investidores, exposição de fundos de pensão e erosão da confiança geral no sistema.

Mais do que nunca, a governança deve ser viva e presente, e a vigilância deve ser a norma. É disso que depende a credibilidade — e a própria estabilidade — do nosso sistema financeiro.

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