O mercado de saúde suplementar iniciou 2025 em expansão, ultrapassando 53,3 milhões de beneficiários e consolidando um movimento de maior rigor na escolha de planos. A migração entre operadoras cresceu de forma consistente, impulsionada sobretudo por consumidores de 30 a 49 anos, faixa etária que mais troca de plano. Já o público acima de 59 anos mantém demanda crescente por produtos com redes mais amplas e maior previsibilidade de custos.
A rede hospitalar se tornou o principal critério de decisão: 62% das escolhas por novos planos são determinadas pela estrutura credenciada, superando o preço como fator isolado. Esse comportamento tem direcionado boa parte das migrações ao longo do ano e reforçado a busca por produtos com melhor equilíbrio entre cobertura e valor.
Ranking das operadoras mais cotadas
Um levantamento feito pela Click Planos, plataforma de análise e cotação de operadoras no Brasil, e baseado em milhares de cotações realizadas no marketplace da empresa, que reúne 77 operadoras, mais de 1.120 planos e 1.335 hospitais credenciados, identificou as empresas mais procuradas pelos consumidores. O resultado mostra concentração nas três primeiras posições:
| Posição | Operadora | Percentual de cotações |
| 1º | Amil | 22% |
| 2º | Unimed | 18% |
| 3º | Hapvida | 14% |
A diferença de oito pontos percentuais entre a líder e a terceira colocada indica maior aderência desses produtos aos critérios que hoje pesam mais na contratação, como densidade de rede, amplitude de cobertura e previsibilidade de reajustes.
Consumidor mais técnico e mercado mais competitivo
Segundo a análise do marketplace, o consumidor passou a avaliar fatores mais robustos antes de contratar um plano, como histórico de reajustes, acesso real aos serviços e qualidade da rede hospitalar. A digitalização acelerou esse processo ao permitir comparações simultâneas e mais transparentes.
Para Gustavo Succi, CEO da plataforma, esse novo comportamento eleva o nível de competição no setor. Ele afirma que o mercado opera em um patamar mais técnico, no qual valor percebido e clareza das informações se tornaram determinantes. Succi avalia que rankings comparativos tendem a pressionar operadoras a revisarem produtos, redes e modelos de precificação para se manterem competitivas.
A análise também destaca que mercados regionais mais disputados aceleram ajustes e estimulam revisões constantes nas ofertas, reforçando um ciclo de competição baseado em critérios objetivos — e não apenas em preço.