O UnitedHealth Group (UHG), gigante global do setor de saúde com receita de US$ 400 bilhões em 2024, recebeu aprovação condicional do Departamento de Justiça (DOJ) dos EUA para prosseguir com a aquisição da Amedisys, uma proeminente empresa de saúde domiciliar e cuidados paliativos. O acordo, avaliado em US$ 3,3 bilhões, visa expandir significativamente a atuação do UHG nesse segmento de mercado.
A aprovação, que ocorre dois anos após o anúncio inicial, vem acompanhada de exigências rigorosas. Segundo o acordo proposto, que ainda depende da aprovação de um juiz federal, as duas empresas deverão alienar 164 unidades de saúde domiciliar e cuidados paliativos em 19 estados, representando cerca de meio bilhão de dólares em receita anual. Os compradores designados para essas unidades são a BrightSpring Health Services e o Pennant Group. Adicionalmente, a Amedisys pagará uma multa de US$ 1,1 milhão relacionada à sua resposta a uma solicitação de documentos do DOJ.
O Departamento de Justiça justificou as condições afirmando que o acordo “protege a concorrência em termos de qualidade e preço para centenas de milhares de pacientes vulneráveis e a concorrência salarial para milhares de enfermeiros”, conforme Gail Slater, chefe antitruste do DOJ.
A fusão foi acompanhada de perto por legisladores e reguladores, que expressaram preocupações de que o UnitedHealth havia crescido excessivamente, podendo prejudicar a concorrência. Apesar da autorização para concluir o negócio, o conglomerado de saúde permanece sob amplo escrutínio, respondendo a inquéritos civis e criminais do Departamento de Justiça relacionados aos seus negócios com o Medicare. A investigação antitruste sobre a aquisição da Amedisys foi iniciada durante o governo Joe Biden.