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Fundação Earthworm beneficia agricultores no Pará com projetos sustentáveis

Mulheres que fizeram parte da ‘Jornada de Empoderamento’, da Fundação Earthworm
ONG capacita comunidades paraenses para cadeias de suprimentos favoráveis à natureza e tem projetos no Brasil que seguem temas discutidos na COP 30

A diretoria da  Fundação Earthworm está na Conferência do Clima das Nações Unidas – COP 30 para acompanhar os temas e apresentar seus projetos e avanços. Organização global sem fins lucrativos, que oferece soluções inovadoras e sustentáveis às comunidades e aos ecossistemas mais críticos do planeta, com sede na Suíça/Europa, a Earthworm está presente na África, Ásia e América Latina e, desde 2008, tem forte atuação também no Pará.

“A Fundação Earthworm tem enfoque especial em países que com forte potencial agrícola, bem como de transformação de práticas”, informa João Carlos Silva, Diretor da Earthworm Foundation Brasil. “Nossa expectativa para a COP30 é de dar muita visibilidade ao grande potencial que o Pará e a região amazônica têm como uma contribuição importante nas reduções das emissões líquidas de carbono. E muito do que nós estamos vendo é um papel protagonista da agricultura familiar, da bioeconomia e da floresta em pé para garantir não apenas resiliência hídrica, mas também resiliência produtiva para inúmeras cadeias de suprimento”, ressalta Silva.

Os profissionais da Earthworm incluem agrônomos, engenheiros florestais e biólogos. Uma das regiões com atuação da Fundação é Tomé-Açu (Pará), com o Programa ‘Paisagem’, onde o propósito é melhorar as condições de vida das famílias que estão integradas às cadeias produtivas de óleo de palma, cacau e outros produtos, com foco em aspectos como aumento de renda, gestão sustentável de propriedades, segurança alimentar, resiliência econômica, incentivo ao empreendedorismo e promoção da igualdade de gênero. Além disso, busca contribuir para a proteção e regeneração dos recursos naturais do bioma amazônico.

“Trabalhamos com 850 pequenos produtores da agricultura familiar, bem como com 1.112 agricultores tradicionais, quilombolas. Também atuamos em torno de 50 produtores, que buscam reduzir as emissões de carbono vinculadas à produção, ou seja, dentro de um projeto piloto de inset carbon. Então, o número de beneficiários é bem diverso”, completa o diretor da Fundação.  

O Programa também já beneficiou 300 mulheres com treinamentos em liderança (no programa ‘Jornada Emporamento’), e 173.200 hectares de terra se beneficiaram do manejo sustentável em paisagem de óleo de palma. Além disso, mais de R$ 1 milhão de reais já foram acessados por empreendimentos rurais, por meio de políticas de aquisição de alimentos ou financiamentos.

“Entre os principais aprendizados do portfólio da Earthworm Foundation em Tomé-Açu está o reconhecimento de que os sistemas agroflorestais são o coração da agricultura regenerativa na Amazônia. Eles permitem restaurar áreas degradadas, ampliar a biodiversidade, sequestrar carbono e, simultaneamente, gerar renda e autonomia para os agricultores”, afirma Eric Batista, Gerente de Projetos da Fundação Earthworm.

Earthworm – ampla atuação

João Carlos Silva informa que a atuação da Fundação é ampla no Pará. “Além de Tomé-Açu, também, trabalhamos na Transamazônica, entre os municípios de Pacajá e Placas, com produtores de cacau, sendo que o polo principal é o município de Altamira. Atuamos, ainda, com agricultura familiar e economia nos municípios de Santarém e Itaituba”. Segundo Silva são diferentes municípios, onde os projetos são diversos, porém todos relacionados à adaptação climática, tendo em via a transformação das práticas dentro das cadeias de suplemento. Além do Pará, a Earthworm atua na cadeia da soja, no município de Sorriso/MT; em Porto Velho/RO, com produtores da agricultura familiar; e em Piracicaba/SP com fibra reciclada.

Entre os diferenciais da Earthworm, está em entender e respeitar que cada comunidade tem um modo de vida e uma forma de enfrentar os desafios do meio rural; e engajá-los a serem os protagonistas dessa mudança. Nos projetos são aplicadas todas as bases de consentimento livre, prévio e informado (CLPI), transparência e valorização do saber local. Como bom resultado desses projetos, o objetivo da Fundação é que tanto os agricultores, empreendimentos rurais e comunidades tenham autonomia para desenvolver as suas atividades de acordo com o seu modo de vida, com desenvolvimento social e econômico protegendo os recursos naturais.

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