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Governança e gestão elevam valuation de empresas do agro em 2025

Setor registra alta de 40% nas operações de fusões e aquisições; grupos regionais ganham espaço ao adotar práticas de gestão corporativa

O agronegócio brasileiro vive um novo ciclo de consolidação em 2025. Grupos regionais, antes restritos ao mercado local, estão ganhando protagonismo ao adotar estruturas de governança e gestão profissional, o que tem atraído investidores e impulsionado o valor de mercado dessas empresas.

De acordo com levantamento da PwC Brasil, o número de fusões e aquisições no setor chegou a 49 entre janeiro e setembro deste ano — um crescimento de 40% em relação ao mesmo período de 2024. É o maior avanço desde 2020, sinalizando uma mudança estrutural no perfil das companhias do agro.

“Quando um grupo regional combina domínio local com disciplina de gestão, ele muda de perfil. Deixa de ser só mais um produtor e passa a ser ativo estratégico dentro de uma operação de M&A”, afirma José Loschi, fundador da SRX Holdings.

Profissionalização como divisor de águas

A adoção de conselhos consultivos, auditorias independentes, relatórios de desempenho e planos de sucessão tem se tornado rotina entre empresas que buscam disputar espaço no mercado de capitais ou negociar com grandes fundos. Essa profissionalização é apontada como o fator que separa negócios sustentáveis daqueles ainda dependentes de ciclos de safra.

Já quem mantém operações familiares sem controles e previsibilidade tende a perder relevância nas negociações, mesmo com margens elevadas ou alta produtividade.

Diversificação e novos horizontes

Além de aumentar o valuation, a estruturação interna tem ampliado o horizonte estratégico dos grupos regionais. Muitos passaram a investir em verticais como processamento de grãos, biotecnologia e energia renovável, diversificando receitas e reduzindo riscos. Esse movimento fortalece o caixa e cria ativos complementares, valorizados em operações de M&A.

“O problema não é o valuation do agro, é a falta de métricas que provem onde o valor está sendo criado ou destruído”, reforça Loschi.

Métricas financeiras ganham espaço

Indicadores de valor econômico, como o EVA®️ (Economic Value Added), comuns no mercado financeiro global, estão sendo incorporados ao dia a dia da gestão no agro. Essas métricas permitem avaliar se o negócio realmente remunera o capital investido, orientando decisões estratégicas e dando mais segurança às negociações.

Com esse tipo de avaliação, grupos regionais conseguem separar crescimento rentável de expansão ineficiente e demonstrar, de forma objetiva, onde está o capital.

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